
[ Basicamente ]
Olá,muito prazer, obrigado e me desculpe. Eu sou minha glória e minha destruição. A música é meu amor, minha vida, meu sonho, meu vicio, meu desespero, minha ruina, minha inimiga. Acho que sou esperta...mas nada que valha mais do que um "bom pra você".Queria tanto mas não consigo, tento, por que naquilo que eu quero eu não sou? Se eu não sonhasse tanto seria mais feliz, o meu problema é esse, sonhar de mais. Tenho posteres no meu quarto...serei o poster no quarto de alguem. Quero tanto mas não consigo (ser o poster no quarto de alguem). Olá, muito prazer, obrigado e desculpe-se (seu dito favorito talvez) por que eu sou a minha Glória e minha destruição, eu sou os contrarios, os opostos unidos. Obrigado e me desculpe pelo trabalho: Eu sou Anna Lívia e que vai me dizer que não?
[ Eu,eu mesma,e um pouquinho mais de mim ]
Vamos as informações praticas...
Nome Cientifico : Homo Sapiens Sapiens
Nome Popular: Anna Lívia
Idade: 16 anos
Habitat Natural: São Paulo, casa dos pais
Periodo: Noturno
Caracteristicas tipicas: Ser pensante, gosta de vegetar, carnivoro, neurotico, contraditorio, ex-roedor de unha, estralador de dedos, cabelo semi-curto, musical, viciante, ecletico, arisco, metido, especie em extinção.
[ Livros ]
O Apanhador no Campo de Centeio, O Diario de Anne Frank, Laranja Mecanica, As Brumas de Avalon, Saga Otori, Mais Pesado do que o Ceú (biografia do Kurt Cobain), Bem Vindo ao Clube, Italo Calvino, Marian Keyes, O Mundo de Sofia, O Senhor dos Anéis, Vittorio - O Vampiro, Harry Potter, Artemis Fowl, Vidas Secas, 1984, O Retrato de Dorin Gray, Christianne F, Revoluçãos dos Bichos, Biografia do Tim Maia, Duchamp e Warhol (coleção paisagem)
[ Filmes ]
Ai-inteligencia artificial-
Laranja mecanica-
Barbarella-
Bonequinha de Luxo-
A vida de David Gale-
Valentin-
O Passado-
Corra Lola, corra-
A professora de Piano-
De olhos bem fechados-
100 escovadas antes de Dormir-
Transamérica-
A Lot Like Love-
Garota Interrompida-
Donnie Darko-
Lost in Translation-
Borat-
Tacones Lejanos-
A Lingua das mariposas-
O Fantasma da Opera -
Edith Piaf-
Babel-
Trainspotting-
V for Vendetta-
Singin' in the rain-
Pulp Fiction-
E sua mãe também-
Caramuru-
Lavoura Arcaica-
Um estranho no Ninho-
Durval Discos-
Hair-
O Aviador-
Annie Hall-
Manhattan-
Os Homens Preferem as Loiras-
Efeito borboleta-
Kill Bill-
The royal tenenbaum-
Sin City-
Elephant-
Sociedade dos poetas mortos-
Nova geração Cristiane F.-
Irmãos Grimm-
O ultimo samurai-
A garota com o brinco de perolas-
Alfie , O sedutor-
O Pianista-
Em busca da Terra do nunca-
Cazuza, o tempo não para-
O Libertino-
The Edukators-
O Iluminado-
Gangues de Nova Iorque -
Aos treze-
Prenda-me se for capaz-
Cristianne F.-
Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain-
Brilho eterno de uma mente sem lembranças-
A encantadora de baleias-
Carandiru-
The Basketball Diaries-
My life without me-
O Mundo de Leland-
A Maquina-
O Labirinto do fauno-
Volver-
Capote-
Shakespeare Apaixonado-
Romeu e Julieta (das antigas)-
Quero ser John Malkovich-
Antes do Pôr-do-Sol-
Antes do Amanhecer-
O segredo de Brokeback Mountain-
Johnny e June (Walk the line)-
Bicho de 7 cabeças-
Sobre meninos e lobos-
O Diabo Veste Prada-
Adeus Lenin!-
A lista de Schindler-
Sleepers-
I am Sam-
Nós que aqui estamos por vós esperamos-
Desmundo-
A noiva cadaver-
The ballad of Jack and Rose-
Tudo sobre minha mãe-
Peixe Grande-
As horas-
Albergue espanhol-
A fantastica fabrica de chocolates-
Menina de ouro-
Ray-
Clube da Luta-
Os Sonhadores-
Anjos da Guerra-
Tomates Verdes Fritos-
Kika-
Diamante de Sangue-
Forrest Gump-
Vanilla Sky-
Frida-
Clube do Imperador-
Little Miss Sunshine-
Cold Mountain-
Entrevista com o Vampiro-
Carne Tremula-
Ata-me-
Má educação-
Diarios de motocicleta-
[ Musica ]
Nirvana-
Sex Pistols-
Radiohed-
Klaxons-
Nick Cave-
The Fratellis-
Metric-
The Beach Boys-
Nação Zumbi-
Elliott Smith-
I love you but I've Chosen Darkness-
Portishead-
Cordel do Fogo Encantado-
Teatro Magico-
The Rapture-
Pop Armada (Cris!)-
Regina Spektor-
Foo Fighters-
Patti Smith-
Joni Mitchell-
Rufus Wainwright-
Arctic Monkeys-
Louis XIV
Clap your hands and say yeah-
Creedence Clearwater Revival-
Grandaddy-
The Kills-
Nada Surf-
Imogen Heap-
The Mars Volta-
Pj Harvey-
REM-
Rage Against the Machine-
Ben Kweller-
The Vaselines-
The Thrills-
Wolfmother-
Weezer-
Kaiser Cheifs-
Interpol-
The Donnas-
Franz Ferdinand-
Death Cab for Cutie-
The Sheiks (JUJU!!)-
The Shins-
The Sounds-
Gang of four-
Spoon-
The Subways-
Teenage Fanclub-
We are Scientists-
Walkmen-
Talking Heads-
Yeah Yeah yeahs-
The Strokes-
Arcade Fire-
Vines-
Incubus-
Rock Rocket-
Superguidis-
Wander Wildner-
Air-
Art Brut-
She Wants Revange-
Bob Dylan-
Bloc Party-
Cachorro Grande-
Elefant-
Yo La Tengo-
The Ravonettes-
Black Rebel Motorcycle Club-
Forgotten Boys-
Garbage-
Hot Hot Heat -
Kasabian-
Kings of Convenience-
The Kooks-
LCD Soundsystem-
Le Tigre -
Maximo Park-
Neutral Milk Hotel-
Pavement-
Pixies-
Hard-Fi-
Hot Chip-
The Kinks-
Postal Service-
Primal Scream-
Hives-
Flaming Lips-
Libertines-
White Stripes-
Raconteurs-
Jesus and Mary Chain-
Super Furry Animals-
Of Montreal!-
Fat boy slim-
Brendan Benson-
Blur-
Supergrass-
Kings of Leon-
Smashing Pumpkins-
U2-
Johnny Cash-
David Bowie -
The Cure-
Ben Harper-
Jack Johnson-
Beck -
Joy Division -
Beatles-
Ramones-
Devandra Benhart-
Police-
Clash-
Mutantes-
Secos e Molhados-
Quees of the stone age-
The Doors-
Rolling Stones-
Janis Joplin-
Led Zeppeling-
The Smiths (e Morrisey)-
Cazuza (e Barão)-
Deep Purple-
Pearl Jam (show inesquecivel, afinal, primeiro show d rock é sempre lindo e perfeito)-
Oasis (show molhado e perfeito...telão pifado, pista, tumulto 'Because it's raining like in Manchester)-
Raul Seixas-
Iggy Pop (Stooges)-
Elvis Presley-
The Who-
Cat Power-
Velvet Underground-
Audioslave-
Belle & Sebastian-
Placebo -
Sonic Youth-
Coldplay (Chris Martin reune todas as caracteristicas que um vocalista deve ter, muito bom o show!!!)
Elis Regina-
Gal Costa-
Maria Betania-
Caetano Veloso-
Lou Reed -
Red Hot Chilli Peppers-
Madonna-
Queen-
E outras tantas, blá blá blá...
[ Aqui moram ]
Nome: Moloko
Idade: Três anos
Historia: Moloko era um jovem leitinho abandonado. Nunca teve uma leitinha cor de rosa para amar. Como eramos dois seres tristes e solitarios nos unimos! 100% Desnatado, ele veio do espaço (foi abdusido quando ainda estava nas tetas da vaca). Come capim e é um adolescente rebelde. Ouve música indie e curte punk. É viciado em classicos do cinema. Tem um humor cretino e é meio sadico. Sorrisos laterais e dançinhas a lá "Singin' in the rain" fazem o seu estilo maroto que vai do seco ao pateta. Ele é meu amor!!!
[ Essas coisas acontecem ]
[ Contato ]
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Facebook
Flickr
LastFm
E-mail: annalivia.marques@yahoo.com.br
Msn: annalms@hotmail.com
Duvidas...é só escrever!!!
[ Black sheep recomenda ]
-Chuva de Cogumelos
-Vendo Átomos
-Stupid Things
-Shintate
-Santiago Nazarian
-Popload Lucio Ribeiro
-When Will Amy Winehouse Die
-Good Reads (minha pagina)
-All Posters
-We are Mono
-Banksy
-Music from The O.C.
[ Outros Sites ]
-Bol
-Uol
-Google
-Youtube
[Historico]
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[ Old History ]
Versão Anna
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___________________
Template by Clarissa
Um bom show é aquele em que você canta do começo ao fim sem se preocupar com mais nada além da musica, você nem vê a dor no seu joelho e no seu pé, até mesmo os chatos na sua frente não importam. Você tem Daniel Kessler a poucos metros de você, como um louco tocando uma guitarra frenetica e pirando nos movimentos. Um Paul Banks sexy, sério, porém mais simpatico do que o esperado, falando coisas inintendiveis em inglês. O Publico era bem diverso até (?!) de adolescentes indies, aos normais, até mesmo alguns emos em fase de "digivolvimento" e umas pessoas mais velhas. Todos cantaram junto com a banda o show de cabo a rabo (inclusive eu) as musicas: Pioneer to the Falls, Narc, Slow hands, Lighthouse (essa eu não cantei, não dava, foi muito paradona, quase ninguém cantou), C'mere, Evil, Not Even Jail, PDA (uma das minhas favoritas, não podia faltar), No I in Treesome, The Scale (uma das melhores do Our Love to Admire), The Heinrich aneuver, Mammoth, Obstacle 1 (eu prefiro o 2, mas tudo bem... she can read and she's bad!), Hands Away (junto com Lighthouse foram as mais chatas e cansativas do show), Say Hello to the Angels (animada, a minha favorita do show), Stella (:D), NYC (a musica fofa e boa de cantar que todo show precisa) e Rest My Chemestry - não nessa ordem, mas foi mais ou menos esse o setlist. Só faltou Specialist
O Paul Banks todo de preto (até nas tipicas munhequeiras) fumou dois ou três cigarros, tocou bastante guitarra e fez muitas caras de "me fotografem" (adorei! lindjo!!!). Carlos D. foi até que discreto, exceto pelo fato de ser o unico a não usar preto, ele estava de vermelho e tinha um topetão muito comico. Kessler didn't shake his legs, mas a cabeça ele balançou o show inteiro, da primeira a ultima musica. Interpol agradeceu bastante, mas e inglês (e falando pra dentro) então ninguém entendeu muito bem... mas era algo como "obrigado por nos receber". e o Sam no final falou "Obrigado São Paulo!" e eles foram embora para nunca mais voltar (ou não! :D)
O show começou bem atrasado, apesar de os portões terem sido abertos antes (por causa da puta chuva). A abertura foi do Cachorro Grande, que tocou poucas musicas mas animou bastante, foram energicos e deram pulos, além de elogiar o Interpol. O baixista era (lindo e) animado, mas o baterista roubava a cena, quebrando baquetas e distribuindo outros dois pares para o publico, ele tocava com toda a vontade do mundo e fazendo muitas caras e bocas (me apaixonei). Tocaram musicas novas e os classicos (e meus favoritos) Lunatico e Você não Sabe o que Perdeu.
Pois é 2007 não foi um ano muito facil para mim, mas como sempre, houve coisas boas, muito boas!, ou nem tanto. Talvez eu veja tudo com olhos assim positivos pois é assim que a gente vê as coisas em época de ano novo, tudo são rosas. Eu gosto disso, quando a meia noite, com o brilho dos fogos, você tem uma esperança nas coisas maior que o seu mau humor.
Eu prestei ENEM por bobeira e fui muito bem, eu li um livro em inglês, comprei livros de arte muito interessantes, fui ao cinema sozinha, fiz um flickr, desenhei muito, abandonei um pouco o meu blog... Mas também tive o melhor aniversario, perdi um avô, perdi amigos, ganhei outros, mantive poucos, otimos presentes de natal, descobri as palavras cruzadas e no momento me empenho em emagrecer (é sempre assim, todo começo de ano) e em fazer uma cruzadinha em inglês (como eu estou metida).
Sim, pois é... Mas tudo isso não importa, ou importa? Essa nuvem de emoções e esperança logo passa, vem o carnaval, o meu inferno astral, e depois passa também. Isso é uma coisa que eu firmei bem em mim esse ano, tudo passa, tudo passará.
As modas, os idolos, as coisas boas e ruins, e não por isso nós vamos deixar de vive-las, certo? Sim, eu sei que o sentimento de que tudo passa pode ser, muitas vezes, meio apatico e desesperado, mas 2007 me mostrou que ele pode ser um otimo estimulante também. Fico feliz por ter aprendido a ligar o foda-se. Hahaha.
Foi um ano cheio de nostalgia da época em que eu era pop, cheia de amigos, uma rockeira inveteravel que pintava a unha do dedão (e só do dedão) de preto, era radical e muito mandona. Sim, eram bons tempos, mas todos os tempos sãos bons tempos. Não bons tempos de se viver, não, existem tempos horrorosos de se viver, mas, depois que eles passam, se tornam bons tempos, pois como diz minha mãe "O que amarga é o que cura, o que aperta é o que segura!"
Ela está certa, eu acho. Entre as minhas resoluções de ano novo foi escrever mais. Aqui, alí, em qualquer lugar, simplesmente escrever, sinto falta disso, da expressão, da realidade. Chega de "talnto faz" "deixa pra lá" "tudo bem" chega de ser mole! Não aguento mais fazer de conta que sou mole! Agora mesmo arrumei bem o meu quarto, tentei fazer exercicios fisicos, o que não deu muito certo (a gente, va lá né!! o NÃO exercicio fisico faz parte da minha personalidade, não se pode mudar!!). E agora leio Christiane F., preparo-me para ler Revolução dos Bichos (Orwell, Orwell) e Catcher in the rye, em inglês.
Bom, vamos comentar um pouco da tal da Christiane? Afinal, esses post ultra intimos e pessoais sairam de moda já lá em 2005 e foram banidos daqui para sempre, ou então ao menos sob um bom disfarce e pretexto! :)
Será ela vitima ou a culpada? Ela mesma diz que ninguém é obrigado a usar drogas, e tem razão. Mas ele foi obviamente influenciada. Mas até onde pode-se culpar o influenciador, e não o influenciado? Quanto de responsabilidade o mundo tem sobre os nossos atos, e quanto nós temos? Esse é o tipo de pergunta que sempre me ocorre em casos de adolecentes perturbados. sabem, tipo tiros em Columbine, Christianne F, pessoas suicidas e coisas desse tipo. É claro que tudo isso parte de uma mente fraca, uma personalidade sucetível, o que nem semrpe é culpa de uma familia mal estruturada. Eu sei lá o que causa isso, pois essa "mente fraca" vem antes da influencia externa (tv, musica, amigos) e nem sempre é culpa da familia, então, da onde ela vem? Não sei... Mas aí, essa pequena lacuna pode ser facilmente preenchida com idéias alheias, que o fazer idealizar algo que na real não é bem assim. E é aí que tudo acontece. E uma vez no fundo do poço o que fazer? Subir, é claro! Ou não, ou então você puxa o resto do mundo pra baixo com você. O que, no caso de uma pessoa com tão pouca força de vontade e auto estima (o que, em primeiro caso a levou até lá), como se pode esperar que ela crie forças para subir? Bom, até que ponto podemos julgar a falta de vontade de alguém para mudar, e até que ponto NÓS não os ajudamos? Somos todos cegos, surdo e mudos. Bom, eu não sei, existem muitas perguntas e colunas em branco nessa e em varias outras historias de adolecentes "perturbados" que eu gostaria de esclarecer. Bom, talvez agora em 2008 esse seja o tema da minha monografia, quem sabe? Vamos ver!
Já faz tempo que não pratico o exercício da escrita. Não há mais o que se escrever, as coisas devem brotar da pele, puras e limpas, como uma flor de maracujá, bonita e brega. O que escrevo certamente não é bonito. Acho que estou mais para uma hortencia desbotada e deslocada.
Mas e agora? Todas as nossas percepções estão desbotadas, e somos todos bregas, pois estamos todos deslocados no contexto. Aqui, da para desconfiar de quase tudo, desconfiar dos olhos palidos de uma criança, um vidro aberto, uma moto. Até os filosofos perderam a esperança, e do quando os poetas deveriam resgata-la, já não existe mais. Faz tempo que não escrevo, pois não há palavras, as palavras se tornaram vento rapido no capô da minha BMW. Faz tempo que não sinto, pois os sentimentos agora são a prova de balas. faz tempo que não converso. Vivemos todos numa letargia, um letargia passiva, que manda os outros fazerem. tento aos poucos, com arte e desenhos, colocar um colorido tosco na escuridão brutal, mas todos sabem, não há cor que se salve do preto. Tudo é preto, foi preto, será preto. A negritude é o estado permanente da arte, e será dele o espirito?
Se a arte retrata o externo, são os olhos internos que a veem. Só as crianças sabem, que no final das contas é tudo tão previsivel que dá para confiar. Um mundo confiavel não é bom, pois é sinal de que está parado, estatico. Um mundo rodando não é confiavel, pois nele sempre pode haver uma reviravolta, uma revolta, uma revolução... OU NADA
Ps- O Nada nada mais é do que a não precepção da vida se movimentando ao seu redor.

Outro dia mesmo eu vi um filme que já deve ser um bom conhecido de todos vocês: V de Vingança. Àqueles que me conhecem o resultado já deve ser obvio: me apaixonei. Não apenas pela ambiguidade do herói, pelos ideais revolucionários, pelo caráter do diretor que assumiu uma máscara e um codinome até o final , pela bela filmagem, como também pelo efeito que tudo isso causou.
Em tempos de discussão sobre filmes como Tropa de Elite, Noticias de uma Guerra Particular, Ônibus 174 todos os nossos conceitos caem por terra.
Haverá mocinho? Haverá vilão?
Todos esses filmes em que o herói também é mau me fazem parar pra pensar. Até que ponto a luta verbal vale a pena? Em algum momento ela perde o sentido para um luta armada? Essa luta armada porderá trazer a solução? E se trouxer, até que ponto de violência nós podemos chegar sem perder a razão?
Esse tipo de questão que esses filmes colocam em jogo geram uma mutação geral de conceitos. Todo o meu humanismo cai por terra, e depois volta, e cai de novo. O que é ser humanista afinal? Não é prezar o homem com todo o seu direito a vida, a liberdade, a igualdade, a vivencia de todos os sentimentos e razões? Mas de certos pontos de vista sempre há um inimigo opressor, que nos tira toda a humanidade. Ele merece morrer?
Nunca acreditei em Pena de Morte, porque para mim ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Além de me parecer sem sentido: você critica a violência, critica os atos daquela pessoa e depois como punição usa exatamente as mesmas atitudes violentas e barbaras? Mas quando é com você, quando é o seu filho que é morto friamente, ou o seu pai, ou um amigo qualquer, eu te desafio a não sentir odio, a pensar "no que levou aquele pobre menino de rua a tal ato de violência". Você quer ele preso, condenado, MORTO. E então? Como ficam os ideais?
Bom, mas aí eu chego a uma contradição mental (cutuca cutuca cutuca): sim, é uma atitude extrema, mas em situações extremas, onde todas as outras formas já falharam, não valeria a pena o bom e velho "Olho por olho dente por dente?"
A algum tempo atrás, no Friburgo, uma mulher veio nos falar sobre a Ditadura Militar e nos contar da participação dela no movimento estudantil, ela nos disse que naqueles dias nada parecia tão corajoso: Você TINHA que lutar, era a unica coisa a ser feita, não havia outra caminho, as opções eram claras e obvias. E quando uma arma se fazia necessária ninguém parava para pensar nas consequências dela, apenas naquilo que na hora deveria ser feito. Atualmente porém todas as nossas opções acabam se entrelaçando numa teia cheia de furos e corrupções.
Não há meio incorruptivel, da dita revolução (incorporada ao sistema) até o sistema em si, tudo agora é quase o mesmo, e até o 5 de Novembro já virou banal. E então como criar um conceito, como resolver tudo isso? Até que ponto você bota a mão no fogo? Até que ponto a tua vida está em jogo?
"Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot."
Trainspotting, na gíria escocesa, é uma atividade sem sentido, algo que é uma total perda de tempo.
Saiu correndo pelas escadas, o elevador demoraria demais. Ele mal podia esperar, tudo estava bem enquanto era preto e branco, mas então veio o cinza, essa não era a sua cor favorita . Subiu no ônibus, como um ex-qualquer que fazia nesse mundo alguma coisa de muito bobo. Ele havia escolhido outra coisa, algo que, sem motivo algum, havia se tornado sua heróina. Pela janela do onibus podia ver as pessoas, para ele parecia que elas tinham lindas asas e voavam alto, para ele parecia que suas roupas mudam de cor a casa passo. A chuva escorria pelo vidro e pela primeira vez ele entendeu o porque de tudo aquilo.
Felicidade é algo que não se pode comprar. Estar de baixo de um céu branco de como quando vai chover. As luzes apagadas balançando na sua cabeça de uma maneira ameaçadora. Imagine: um raio cai, o fogo se espalha pelo seu corpo, mas nada importa porque agora aquele céu branco era a sua viagem, e a qualquer movimento você pode perde-lo.
Os dedos congelados de frio, sem luvas. A neve, o vento, a chuva batem no rosto até machucar. Sem o amargo o doce não é tão doce. O branco acima vai se preenchendo com letra pretas. Faz tanto sentido agora! Ele escolheu não escolher a vida. Eles escolheu algo mais.
A libertação é um alto preço que os opressores deverão nos pagar. A ditadura de nada adianta, tão pouco a fé cega que nos engana. A falta de razões era o melhor dos motivos. Nem sempre devemos discorrer com clareza sobre os medos que nos atacam. O demonio está em todos os lados quando a carne se perde nos ópios da mente. Ele quer nos devorar. E você? O que você vai fazer com essa vontade de ser devorado?
Será que mais alguém além de nós vê no céu branco as letras pretas de um dia perfeito?
Quando o sono chega aos poucos, e a luz no teto se transforma em lindos raios magicos, você voa alto com Velvet Underground tocando na sua cabeça... Tudo começa a rodar. Será que alguém precisa de mais pra escolher alguma outra coisa além da perfeição?
"Oh, you've got green eyes
Oh, you've got blue eyes
Oh, you've got grey eyes...
And I've never seen anyone quite like you before"
Como são engraçadas essas manifestações populares! Uma comossão coletiva! De repente nada. O nosso querido amigo sofredor de bullying Didi volta (a volta dos que não foram) a escola, para quê? Não sei.
O que eu sei é que de repente todos aqueles que o fizeram de idiota se juntam. O nosso amigo Didi vira atração na escola, e milhões de pessoas vão vê-lo, mas nenhuma vai realmente falar com ele. É assim que as coisas são.
A massa, a multidão, comove e libera na gente instintos primitivos. Até aqueles que nunca nem viram Didi antes agora gritam o seu nome aos prantos. Todos amam Didi, só pelo fato das massas o odiarem com fervor.
Como o nosso amigo deve se sentir com essa opressão? A manifestação de amor ao odio parece lhe embaraçar. Desembaraço completo seria se ele se unisse a multidão à amar um icone da crueldade juvenil. Mas ele é uma vitima passiva, calada, e sofre com aceitação todos os protestos de todas as formas. Mau ou bom, Didi cre que o amor ao odio é o amor a ele.
Ser amado, todos desejam essa ilusão.
"-O que é felicidade pra você David?
-Eu quero viver no mundo real. Não quero mais sonhar "
Sabe, esse ano tem sido um ano muito estranho, cheio de idas e vindas, e por incrivel que pareça, nada novo.
E tem sido assim com todos! Acho que eu tenho o poder de contaminar as pessoas, ou será elas que me contaminam? Não sei, o que eu sei é que tenho estado confusa. As vezes eu me sinto num "Sonho Lucido" como no filme Vanilla Sky, onde as coisas uma hora dão certo e derrepente meu subconciente me prega uma peça e eu BUM. Eu quero escolher a vida real. There isn't my favourite worst nightmare. O medo de altura não vem da altura em si, e sim do impacto da queda.
Se sentir sozinha é algo que ninguém quer, mas tem uma diferença entre estar só e se sentir só. A auto-suficiencia, quando você consegue estar sozinho com você e não ter a angustia de ficar perto de alguém, mesmo que seja pra não falar nada. Acho que a solidão e a incompletude são sentimentos humanos e, principalmente, adolescentes. São eles que te fazem escrever mil cartas e não entregar, são eles que te alienam, não te deixam ler o jornal, sair pra comprar a revista, nem conseguir abraçar o seu melhor amigo que você vê pouquíssimo. Será que podemos colocar a culpa em alguma coisa? Cada minuto é uma nova chance de virar a mesa. É muito facil falar.
Se temos ideias de igualdade, liberdade e fraternidade (sim, sim, iluminismo) e o seguimos no dia a dia de nossas vidas, fazendo um pouco (pouco, é verdade) será que mesmo assim é preciso invadir reeitorias, levar um tiro de bala de borracha na frente do Masp, cheirar gás lacrimogenio e tudo o mais? Eu quero que acreditem nos mesmos ideais que eu, pois vejo neles o justo, será que o fato de você ter argumentos pra defende-los, sendo que, muitas vezes, essas ideologias não serão diretamente favoraveis à você, num ambiente como o que eu vivo (classe média em cima do muro, esmagada pela grande maioria "pobre" e o poder da minoria rica) já não é o bastante? São necessarias marcas fisicas para se comprovar as marcas mentais?
Eu quero respostas para as minhas perguntas. Vida para a minha mente. O Por que dos Por ques.
Ando enlouquecendo aos pouquinhos. Vivo pelo medo de morrer? Vivo pelas portas no caminho? Por que vivo? Emilianescamente falando, me perguntaram isso outro dia. Eu não sei o porque de viver, só sei que toda vez que me vejo morrendo eu vejo alguém triste, não que isso seja prepotÊncia minha, mas afinal, eu espero que alguém fique triste com a minha morte. Minha intenção aqui certamente não é fazer os outros tristes, mas também não é mesmo fazer os outros felizes. Acho que minha intenção é apenas fazer, no matter what! Talvez até importe o "O QUE", mas de uma mandeira sutil e dentro dos meus prinipios insanos e das regras socias das quais eu não sinto enorme prazer em quebrar, eu quero fazer tudo o possivel.
Poxa, devo estar enlouquecendo aos pouquinho, mesmo mesmo, "primeiro o nariz, depois um braço, a perna".
Eu quero fazer de tudo e saber o máximo possivel, a minha curiosidade me eleva! Quero saber falar francês e o por que do nome das coisas, quero entender por que "Boa sorte" é uma frase um tanto quanto sacana, eu quero entender tanta coisa! Eu mal sei o por que dos por ques! Acho que essa minha vontade não me deixa sossegar.
Ando cansada da vidinha monotona a muito tempo. Já sei, já sei, não me digam: "então faça algo novo!"; eu faço, todos os dias eu tento inovar um pouquinhozinho, mas tem sido cada vez mais dificil inventar historinhas que me alegrem sabendo que meu espaço é delimitado.
Isso também nos leva ao velho papo: cansei das pessoas. Eu gosto dos meus amigos, gosto mesmo, pra valer, é estranho pensar nisso, mas eles são exatamente o tipo de pessoas com quem eu quero estar. Mas o problema não é isso, o problema é que eles são só eles. Eu queria um eles bem gradãozão, assim, do tamanho maior até que o braço da gente quando se abre todinho! Eu queria muitos eles legais ao meu redor. Quero alguém que me chame de Alice só por causa da psicodelia, alguém que me deseje uma feliz virada de milenio (?), alguém que me explique o que é Carrefour, além das velhas pessoas que já me explicaram tanta coisa nessa vida sofrida de adolescentes que não sabem o que é viver ainda.
Ahm, bom
Estou girando em círculos agora, mais uma prova de que estou ficando trelêlé (wuwu da cuca). Então nos encontramos na Janela de Johari de alguns posts abaixo. Mas eu não tenho medo do conhecimento, ele pode me trazer infelicidade, mas pode me trazer o contrario também, é quase como temer a morte, você pode se paralizar pelo medo ou, por causa dele, acabar vivendo mais intensamente. Você tem tudo pronto na sua mão, basta saber o que você vai fazer com isso. Quero o meu conhecimento como uma chave para as portas. As portas da percepção...
Viva o dia da mentira pra vocês, seus mentirosos!
Guardador de rebanhos
XXIX - Nem Sempre Sou Igual
Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma ...
Tchau, vou alugar filmes do Almodovar
Você já parou pra pensar que nem todas as suas intocaveis certezas são reais? As cores nos campos, as flores no jardim, tudo isso não é seu, além de no coração e na alma. A festa não está na sua mente, está é na mente dos outros, não é mesmo?
Esse mundo é falso, Poralina, aprenda a viver (em paz).
O show foi otimo, Chris Martin se jogava no chão, dançava, pulava. Tocaram todo o repertorio mais famoso. Em "Yellow" cairam uns balões enormes e coloridos, o povo ia jogando esses balões e eles "atacavam" o Chris e ele destruia os balões e aí caia confete. Ele riiiia! Falou bastante em português "Orra meu, que chuva!" "Puta chuva" "Puta show" e "my portuguese is pretty shit"...
Teve uma hora em que ele foi pra beira da plateia e tocou Johnny Cash ^^
E eles tocando Fiz You, só uma lampada de fiação velha iluminando, Martin e seu piano... E depois a musica explode e ele começa a rodar a lampada, lindo lindo!
No final o povo começou a pedir uma música que eles nunca tocam, e ao contrario do Oasis eles voltaram e tocaram "never so many people ask me for the same song. You're fuckin bastards, I don't play this song for a very long time" Enfim, muito bonito mesmo, digno de entrar pro coração!